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  • Edu Vargas Lima

O magnetismo da Ordem

Existe um magnetismo gigantesco atuando na sua vida e te atraindo para o seu lugar na natureza. Isto é a vida, agindo em você. Sabedoria infinita, nenhum castigo.

Esta força, semelhante a gravidade, nos puxa para aquilo que somos em essência. É uma atração irresistível que atua acima da razão e que não se orienta ou se preocupa em agradar, pois olha sempre para algo mais importante – O TODO completo e em ordem.

A Ordem é a precursora da paz, da abundância, da força, da saúde. Afastado da ordem o homem adoece e tudo se torna difícil, preocupante e desgastante.

Lembram da fábula de João e Maria? Olha como ela pode ilustrar essa ideia:

Dois irmãos (homem e mulher) perdidos na escuridão da floresta (sem a luz do conhecimento) são atraídos até a casinha de doces por estarem desorientados e famintos.

Chegando lá deixam-se levar por sua ingenuidade e se empanturraram de guloseimas (algo que não alimenta de fato), acreditando estarem “à salvos”... Mal sabiam o que lhes esperava. Inocentemente foram envolvidos no discurso da bruxa e caíram em apuros.

A humanidade se parece um pouco com João e Maria. Experimentamos uma cegueira funcional, pois esperamos preencher nosso vazio interior com “guloseimas” e buscamos sedentos por um “lugar” que nos dê segurança para passar a “noite”. Seguimos confiando em uma “bruxa” (paradigma mecanicista) que nos oferece um alimento sem “valor energético”, uma caminha quente (no “inferno”), e que nos vê apenas como ingrediente para uma refeição.

Sabe por que ainda caimos nesse tipo de armadilha? porque cremos ser possível viver desconectados da ordem. Nutrimos a ilusão de que a vida é que deveria se adaptar às nossas exigências e expectativas! Perdemos o contato com a realidade. Nos enganamos.

Não é possível corromper A ORDEM! Ela existe, precisamente, para que a vida prospere e se mantenha.

A harmonia vem quando nós desistimos de subverter a natureza das coisas criadas.

Respeitar a hierarquia, incluir aquilo que está excluído, equilibrar as trocas é senão um mapa que orienta a retomada do caminho de volta à corrente da vida (no sentido de correnteza, rio, fluxo). Diante da parte de nossa consciência que acredita no impossível agimos com coragem para abandonar a inocência e agudeza de espírito para assumirmos apenas o papel que nos cabe junto de todos os outros.

Ao indivíduo deslocado (fora da ordem) cabe a retomada do caminho de volta (para o seu lugar), ou viver como se estivesse sendo “devorado”.

Grande abraço,

Edu Vargas Lima

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