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  • Edu Vargas Lima

Pobres histórias

As pessoas desenvolveram um fascínio por contar histórias tristes como se elas fossem bilhetes premiados. Não à toa os programas de TV usam esse artifício exaustivamente, dá ibope.

A busca por atenção e cuidado faz com que as pessoas se prendam a estas narrativas como uma oportunidade para ganhos. Esse tipo de conduta vai ficando mecânica e torna-se um fundamento por onde a consciência se desenvolve. Vira vício estrutural e impossibilita as pessoas de atingirem maturidade, gerando indivíduos amedrontados, disfuncionais e dependentes, dificultando o desenvolvimento do todo.

As narrativas com viés vitimista servem, quase sempre, para justificar uma inoperância; Para dar sentido ao orgulho; Para expor rancor e mágoas; Para dar reforço aos desejos infantis por atenção, cuidado e até vingança. Para nos manter como inocentes diante daquilo que se apresenta em nossas vidas como consequência de condutas irresponsáveis e submissas.

Crer no caos, no acaso, no castigo, no mal, são artifícios para a fuga de nossos deveres sagrados diante da vida. Tapar os olhos para a realidade nua e crua, preferir o drama à verdade, é uma decisão, não um destino.

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Quando caímos no papel da vítima nos tornamos menores e necessitados, seja de provisão ou de salvação. Quem conta a história sofrida atrai a fraqueza do papel que incorpora. O conceito de vítima já impõe que alguém é menor diante de algo, já está contido nele submissão e vulnerabilidade. Sustentar essa postura é perder conexão com a força e enfrentar grandes dificuldades para atingir relacionamentos saudáveis, independência financeira, maturidade, sabedoria... E mais, sob influência do papel da vítima, o indivíduo só pode ir ao mundo procurando por uma figura que a sustente. Alguém que supra suas “deficiências” e que possa também garantir a redenção do inferno pessoal que vive. É o que acontece quando cobramos soluções mágicas de nossos pais, políticos, governo, chefe, médico, terapeuta, Divindade... quando desejamos dos outros aquilo que não é possível alcançar através deles.

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Estamos prontos para atravessar a ponte que separa o “menino do homem”? Talvez precisamos de mais tempo.

Nós brasileiros ainda carregamos mágoa contra nossos colonizadores! Repetimos que fomos violentados, estuprados, corrompidos e ainda sonhamos com uma justiça. Olha como isso está enraizado em nossa cultura. Ainda miramos naquilo que acreditamos ter perdido, não enxergamos além... não estamos disponíveis para ver o que nos foi ofertado.

Enquanto não desistirmos de ganhos pífios e começamos a cultivar a consciência de que somos AGENTES da vida (nos mais profundos níveis da consciência e em diferentes dimensões de realidade) e não mais vítimas de acontecimentos aleatórios, estaremos presos na manutenção coletiva das histórias desgraçadas (sem a graça divina).


Grande abraço,

Edu Vargas Lima

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